Thursday, 26 April 2012




Se é na ausência
Que te encontro,
Te penso e te
Sinto como és.

É pois, que tu
Nem eu cabemos
Nos espaços
Que nos damos.

Sim, inteiros
Quando de lado
Fica o que
Há entre nós.

É certo quando
Sinto que é só no
Pensamento que
Somos presentes?

Ou certo que te
Enrosco em meus
Demônios e me
Faço querer ser
Ausente de mim?


Wednesday, 25 April 2012



Ele diz e eu escuto
Diz pra eu continuar.

Quando me vi um passo a frente
Estava também um passo atrás.

De que adianta o pulo
Se pulo pra cair no mesmo lugar.

Wednesday, 11 April 2012



Pensei
Planejei
Decidi.

Me vesti de
Certezas pra
Te encontrar.

No peito
Acelerava
O coração.

Esse músculo
Involuntário.
Involuntário,
Independente

E com muito
Mais certeza
Do que eu.


Tuesday, 10 April 2012



Vou deixar que escorram
E passem pelo rosto já salgado
Por antigas secas lágrimas.
Vão evaporar antes mesmo
De encostar no chão.

Num vapor de diversas cores
Que tocarão teu corpo
E pintarão toda mágoa
E rancor em que te vesti.

Tuas mãos serão apenas
Dedos em um violão,
Teus olhos vão brilhar
Pelo que não posso ver,
E em tua boca entrará a água
Que ainda arde ao beber.


Quando assim for
Guardarei só os pulos
Em cima da cama,
Os passos de dança
Na estação e o
Primeiro momento
Em que te vi.

Vou virar meu corpo
De costas para teu corpo e
Andar na direção contrária.
Meus ouvidos seguirão
Surdos aos teus chamados.

E quando, só quando
Conseguir limpar todo
Sal de meu rosto
Vou me virar para
Ti com sorriso e
Coração abertos para
Receber o que hoje
Me dói por ser tão pouco.